Dicionário de Trading 2026: Todos os termos necessários

Juan David Parra Martinez - Market Analyst

2026-05-04 16:52:40

 

Entrar no mundo do trading sem conhecer sua linguagem é como tentar navegar em um país estrangeiro sem dicionário: você até consegue se mexer, mas provavelmente vai terminar onde não queria. Organizei os termos essenciais por categorias e em ordem alfabética, explicados de forma direta e "sem enrolação", para que você deixe de ser um curioso e comece a entender o mercado como um profissional. 

https://youtu.be/tNT0lmIY5Pk?si=qA6zdq287iXaRjbm 

 

 

 

1. Conceitos Básicos e Ativos 

  • Ações: Títulos que representam uma fração da propriedade de uma empresa (literalmente você se torna dono de uma parcela muito pequena de uma empresa ao comprar sua ação). 
  • Bônus/Títulos: É emprestar dinheiro para um governo ou para uma empresa por um tempo em troca de receber o capital de volta mais um juro fixo. 
  • CFD: Contratos por Diferença; ferramenta que permite especular sobre o preço de um ativo sem ter que comprá-lo. Permite que você use alavancagem e opere vendido (short). 
  • Commodities: Matérias-primas básicas como petróleo, ouro, café ou trigo. 
  • ETF: Fundos listados em bolsa que agrupam diversos ativos para diversificar facilmente, como um "pacote" de ações (ex: ETF de empresas de tecnologia dos EUA, ETF de petroleiras do mundo todo). 
  • Forex: O mercado de câmbio onde você troca moedas como o Euro ou o Dólar. 
  • Futuros: Contratos onde você se compromete a comprar ou vender um ativo em uma data futura, mas fixando o preço hoje. 
  • Índices: Um indicador que mede o desempenho de um grupo de ativos (como o S&P 500, que agrupa as 500 maiores empresas dos EUA). 
  • Índices Sintéticos: Mercados simulados onde um broker Market Maker cria algoritmos que imitam o comportamento de mercados reais e funcionam 24/7, mas não possuem um ativo real por trás e podem ser manipulados. 
  • Opções Binárias: Apostas de "tudo ou nada" sobre a direção do preço em um tempo muito curto; é muito parecido com um cassino e de altíssimo risco. Não é uma boa ideia porque você não controla a relação risco-retorno nem o tempo de fechamento das operações. 
  • Opções Financeiras: Contratos que te dão o direito (mas não a obrigação) de comprar ou vender um ativo a um preço combinado em uma data futura. 
  • Renda Fixa: Investimentos onde você sabe de antemão quanto de juros vai receber (como bônus, CDBs, Tesouro Direto, depósitos remunerados). 
  • Renda Variável: Investimentos onde você não tem uma rentabilidade garantida e tudo depende se o preço sobe ou desce (como ações ou ETFs). 

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2. Execução e Operativa 

  • All Time Highs (ATH): O preço mais alto que um ativo já atingiu em toda a sua história. 
  • All Time Lows (ATL): O preço mais baixo que um ativo já atingiu em toda a sua história. 
  • Alavancagem: Usar dinheiro emprestado da corretora para operar com posições maiores do que seu capital permitiria (é uma faca de dois gumes: multiplica os ganhos, mas também as perdas; use com sabedoria). 
  • Vendido (Short): Operação onde você ganha dinheiro se o preço cair. Você vende algo "emprestado" para recomprar mais barato depois. 
  • Gap: Um "buraco" no gráfico onde o preço saltou de um nível para outro sem que houvesse negociações no intervalo. 
  • Comprado (Long): A operação clássica de compra onde você espera que o preço suba para vender e lucrar. 
  • Lote / Lotagem: O tamanho da sua posição no mercado; define quanto dinheiro você ganha ou perde por cada movimento do preço (ex: 1 lote padrão são 100.000 unidades da moeda base). 
  • Pip: A unidade mínima de movimento no preço de um ativo (geralmente é a 4ª ou 5ª casa decimal). 
  • Slippage: A diferença entre o preço que você pediu e o preço em que a ordem foi realmente executada (comum em momentos de alta volatilidade). 
  • Sobrealavancagem: Usar alavancagem excessiva (muito cuidado com isso). 
  • Sobrelotagem: Colocar lotes demais em uma posição em relação ao seu capital. 
  • Spread: A diferença entre o preço de compra e o de venda; é basicamente a comissão "invisível" da corretora. 
  • Swap: O juro que você paga ou recebe por manter uma operação aberta de um dia para o outro (rolagem). 

 

3. Plataformas e Papéis 

  • Account Manager (Gerente de Conta): Pessoa que te ajuda com questões da sua conta, como depósitos, saques e instalação da plataforma. É seu contato com a corretora. 
  • Broker (Corretora): O intermediário que oferece a plataforma e o acesso para comprar e vender nos mercados. 
  • Broker Market Maker: Corretora que atua como sua contraparte (se você compra, ela vende para você); cria seu próprio mercado interno e seu lucro pode vir das perdas dos clientes ou do spread. 
  • Broker ECN: Te conecta diretamente a uma rede global de bancos e outros traders para oferecer o preço mais puro e real; cobra uma comissão por operação. 
  • Broker STP: Envia suas ordens diretamente aos provedores de liquidez (bancos) sem processá-las internamente; equilíbrio entre rapidez e transparência. 
  • Diferença ECN vs STP: O ECN cria uma rede onde todos operam contra todos (traders vs bancos) com spreads quase zero, enquanto o STP apenas envia sua ordem para um banco específico. 
  • Copy Trading: Serviço que permite copiar automaticamente as operações de outros traders na sua própria conta. 
  • Expert Advisor (EA) / Robô: Automatização que executa operações seguindo regras programadas (ex: comprar quando as médias móveis se cruzarem). 
  • IB (Introducing Broker): Pessoa ou empresa que indica clientes para uma corretora em troca de uma comissão pelo volume operado. 
  • MetaTrader (MT4, MT5): O software mais clássico e usado pelos traders para executar operações. Conecta-se com a maioria das corretoras. 
  • Prop Firm (Mesa Proprietária): Empresas que te dão capital para operar se você provar que é rentável passando em um teste. Tem regras muito rígidas; se descumprir uma, perde a conta. 
  • Scam: Qualquer tipo de fraude ou golpe desenhado para roubar seu capital com promessas de lucros irreais. 
  • TradingView: A plataforma web mais moderna e popular para análise gráfica e compartilhamento de ideias. 

 

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4. Análise Técnica e Estratégia 

  • Price Action (Ação do Preço): Analisar o gráfico "limpo", baseando-se apenas no movimento do preço sem indicadores. "A linguagem pura do preço". 
  • Análise Fundamentalista: Estudar a saúde da economia ou dos ativos através de dados (notícias, taxas de juros, emprego, balanços financeiros) para saber o valor real de um ativo. 
  • Análise Técnica: O estudo dos gráficos e dados históricos para tentar prever para onde o preço se dirige. 
  • Backtesting: Revisar o passado de um gráfico para testar se sua estratégia teria funcionado antes de arriscar dinheiro real. 
  • Canal: Quando o preço se move "preso" entre duas linhas paralelas (uma de suporte e outra de resistência). 
  • Grafismo / Análise Gráfica: Identificar padrões geométricos no gráfico (ex: triângulo, ombro-cabeça-ombro, fundo duplo) que indicam possíveis direções. 
  • Falso Rompimento: Quando o preço parece romper um suporte ou resistência, mas volta imediatamente, "estopando" os traders (também chamado de armadilha ou fakeout). 
  • Fibonacci: Níveis matemáticos baseados em uma sequência natural que traders usam para encontrar pontos de correção ou rebote do preço. 
  • IFR / RSI (Índice de Força Relativa): Indicador que mostra se um ativo está "sobrecomprado" (muito caro) ou "sobrevendido" (muito barato). 
  • Linha de Tendência: Linha diagonal desenhada para unir pontos baixos ou altos e identificar a direção do mercado. 
  • Liquidez (Real): Quanto dinheiro disponível existe no mercado para que você entre e saia de uma operação sem dificuldades. 
  • Liquidez (SMC): Zonas onde se acumulam os Stop Loss do varejo e que as instituições costumam buscar para executar suas próprias ordens grandes. 
  • Média Móvel: Linha que suaviza o preço fazendo a média dos últimos períodos; serve para identificar a tendência principal. 
  • Ondas de Elliott: Teoria que diz que o mercado se move em ciclos repetitivos de 5 ondas de impulso e 3 de correção. 
  • Order Block: Zonas onde se acredita que grandes bancos deixaram ordens pendentes (Suportes e Resistências com nomes modernos). 
  • Oscilador: Ferramentas técnicas que se movem em um intervalo (ex: 0 a 100) para medir o fôlego do preço. 
  • Profundidade de Mercado (Book de Ofertas): Ver a lista de ordens de compra e venda esperando para serem executadas em diferentes preços. 
  • Rompimento (Breakout): Quando o preço atravessa com força um nível que o segurava (como um teto ou piso). 
  • SMC (Smart Money Concepts): Técnica da moda que diz operar como os "Institucionais". Usa conceitos clássicos com nomes novos e siglas em inglês. Funciona, mas é apenas outra vertente da análise técnica. 
  • Sobrecompra / Sobrevenda: Estados onde o preço subiu ou caiu tanto que é provável que o movimento se esgote e ele retorne. 
  • Suporte e Resistência: O "chão" e o "teto" do preço; níveis onde o mercado costuma frear ou rebater. 
  • Teoria de Dow: A base da análise técnica; diz que o preço se move em tendências e que "o mercado desconta tudo". 
  • Candlestick (Vela Japonesa): As barras no gráfico. Cada uma mostra o preço de abertura, fechamento, máximo e mínimo em um determinado tempo. 
  • Martelo (Hammer): Tipo de vela com uma "sombra" longa que geralmente avisa que o preço rejeitou um nível e pode mudar de direção. 
  • Volume: A quantidade de dinheiro ou contratos negociados; indica o quão "real" ou forte é um movimento. 

 

5. Estilos de Operação 

  • Day Trade: Operações que você abre e fecha no mesmo dia; geralmente você não dorme com posições abertas. 
  • Scalping: Operar em gráficos de curtíssimo prazo (minutos) para ganhar pequenos movimentos de preço muito rápido, fazendo várias operações ao dia. 
  • Swing Trade: Operações mais tranquilas que ficam abertas por vários dias ou semanas. 

 

 

6. Análise Fundamentalista e Ambiente 

  • Calendário de Balanços (Earnings): Agenda de quando as empresas divulgam seus lucros e prejuízos. 
  • Calendário Econômico: Lista de notícias macroeconômicas que podem fazer o mercado se movimentar com força. 
  • Carry Trade: Estratégia de ganhar dinheiro pela diferença de taxas de juros entre duas moedas (ex: pegar empréstimo no Japão a 1% e investir no Brasil a 10%). 
  • FED: O Banco Central dos EUA; é o banco mais importante do mundo e suas decisões movem todos os mercados. 
  • Non-Farm Payrolls (NFP): O dado de emprego dos EUA; sai toda primeira sexta-feira do mês e é a notícia que gera mais volatilidade. 
  • Sentimento do Mercado: O "humor" geral dos investidores; se há medo, vendem; se há euforia, compram. 

 

 

7. Psicologia e Gestão de Risco 

  • Hedge (Cobertura): Abrir uma operação contrária à que você já tem para se proteger; se usada sem técnica, você vira um "equilibrista" de prejuízos. Use com cuidado. 
  • Ego do Trader: Acreditar que é mais esperto que o mercado e não aceitar o erro. É o que mais quebra contas. 
  • Gerenciamento de Risco: Seu plano para decidir quanto aceita perder por operação para que um erro não te tire do jogo. 
  • Martingale: Dobrar a aposta cada vez que perde para tentar recuperar rápido; não faça isso, é o caminho mais curto para zerar a conta. 
  • Perfil de Risco: Quanta perda você aguenta ver na tela antes de entrar em pânico. 
  • Portfólio / Carteira: O conjunto de todos os seus investimentos; não coloque todos os ovos na mesma cesta. 
  • Preço Médio: Comprar mais de algo que está caindo para tentar "melhorar" o preço de entrada; perigosíssimo se a tendência continuar caindo. 
  • Psicotrading: O controle das suas emoções para conseguir seguir seu plano sem agir por impulso. 
  • Quebrar a conta: Perder todo o dinheiro que tinha na corretora. Game over
  • Relação Risco/Retorno: Quanto você aceita arriscar para quanto espera ganhar (ex: arriscar R$ 10 para ganhar R$ 30). 
  • Rentabilidade e Consistência: Não é ganhar muito em um dia, é ganhar de forma estável ao longo do tempo. 
  • Trading de Vingança: Operar com raiva logo após uma perda para tentar "recuperar" o dinheiro; geralmente termina em desastre. 

 

8. Perfis e Certificações 

  • CFA (Chartered Financial Analyst): A certificação mais respeitada para analistas de investimento e gestão de fortunas. 
  • CMT (Chartered Market Technician): O título máximo para especialistas em análise técnica de mercados. 
  • Trading Institucional: O trading feito por bancos gigantes, fundos de pensão e instituições financeiras com bilhões de dólares. 
  • Trading Retail (Varejo): O trading que fazemos de casa com nosso próprio capital. 

 

O trading é uma linguagem por si só. Você não precisa memorizar tudo hoje, mas entender esses conceitos te dá o mapa para não caminhar às cegas. Lembre-se de que a chave não é saber muitas palavras, mas aplicar as regras com disciplina. 

 

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⚠️ Aviso de risco: Operar CFDs envolve alto risco e pode resultar na perda total do capital. Esses produtos podem não ser adequados para todos. Este conteúdo é educativo e não constitui recomendação ou solicitação de investimento. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autore

Juan is passionate about trading and investing. He is an economist with a strong academic background that includes four postgraduate degrees in Capital Markets and Finance, and professional experience in the financial sector, including banks and the Colombian Stock Exchange. Since 2017, he has been navigating the financial markets, exploring from scalping to swing , from Ichimoku to moving averages, from cryptos to bonds. Today, he shares his knowledge and experience with those who are walking their own path as traders - Always trading, always growing.

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